Resenha: A Desconstrução de Mara Dyer (Série Mara Dyer #1) - Michelle Hodkin

Série: Mara Dyer 
Volume: 1
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Gênero:  Young Adult Romance e Mistério.
Lançamento: 2013
Língua: Português
Mara Dyer não sabe se é louca ou apenas assombrada. Tudo o que sabe é que tudo à sua volta morre. Basta ela querer... Mara Dyer acha impossível algo pior do que acordar em um hospital, sem memória. Ela acredita ter sido uma fatalidade o acidente que matou seus amigos e do qual ela escapou sem sequelas... físicas. E, depois de tudo o que aconteceu, ela acredita que seria impossível se apaixonar. Mara Dyer está errada...
Gente, essa série aqui é muito doida. O primeiro livro termina e você fica sem nem saber ao certo a que gênero ele pertence. Diria que o livro é puro mistério e romance. É mistério, porque nos é apresentado uma menina de 16 anos que passou por um evento traumático e desde então passou a ter visões bizarras e não sabe mais o que é ou não real. Consequentemente, começa a questionar a própria sanidade e como o livro é contado exclusivamente pelo o ponto de vista dela, o leitor passa a se questionar exatamente a mesma coisa. O que é complicado, porque eventualmente, nós também já não sabemos mais o que é ou não real. 

Realmente, esse livro é mó doideira. Sempre pretendi ler porque as pessoas o exaltavam tanto que eu acabei ficando curiosa. Mas o livro não foi exatamente o que eu esperava. Achei ele bonzinho e me manteve intrigada e curiosa pela a maior parte do tempo, mas não achei nada assim tão demais. E sim, pode ser que nos próximos livros ele pegue um embalo muito bom e se torne tudo o que falaram, mas para mim ainda não foi o caso.

O livro abre praticamente com a Mara, uma jovem de 16 anos acordando no hospital sem saber de nada do que aconteceu. Eventualmente, os seus pais lhe contam que ela foi encontrada em meio aos destroços de um prédio abandonado que havia ruido. O fato curioso disso tudo, é que a Mara passou ilesa nesse acidente, sem ter sofrido qualquer machucado, ao passo que as duas amigas e o namorado que estavam com ela, morreram estilhaçados. Apesar de estranho, ninguém consegue encontrar uma resposta apropriada para o justificar o fato.

Sendo assim, logo após o velório de sua melhor amiga e em uma tentativa de escapar da preocupação de seus pais, ela pede para mudarem de cidade e recomeçar em um outro lugar.
Eles partem para a Flórida e agora, a Mara precisará se habituar a uma nova vida, casa, escola, amigos e etc... E para ela nada disso é fácil, mas o que tem tornado tudo pior é que do nada ela tem começado a ter alucinações dos seus amigos mortos e coisas esquisitas.
"Rachaduras apareceram nas paredes da sala de aula conforme umas vinte cabeças se voltaram na minha direção. As fissuras dispararam para cima, cada vez mais altas, até que o teto começou a desabar. Minha garganta ficou seca. Ninguém disse nada, muito embora a sala estivesse coberta de poeira, muito embora eu achasse que fosse sufocar. Porque não estava acontecendo com mais ninguém. Só comigo. "
Ela começa a ficar cada vez mais assustada a medida que as visões aumentam, a fazendo questionar o quão louca ela está. E ao mesmo tempo, ela tenta manter uma fachada de uma garota normal tanto na escola quanto para a família. Afinal de contas, ela tem medo dos pais a internarem em um hospital psiquiátrico. Mas eventualmente, as coisas começam a fogir do seu controle...

Apesar dessa doideira toda, há sim romance na história. Na escola nova, a Mara conhece o Noah, o típico garanhão que pega todas e dá um chute na bunda depois. O total e completo clichê ambulante. Confesso que já estou bem enjoada desse tipo de personagem masculino. Mas apesar da atração física e de ele tentar a todo o custo se aproximar dela, a Mara não quer virar mais uma estatística. Isso sem falar que ela já tinha problemas suficientes pra lidar no momento... Mas ele é persistente e não desiste fácil.
“Semicerrei os olhos para ele. - Fui avisada sobre você, sabe.
E com aquele meio sorriso que acabava comigo, Noah respondeu:
- E mesmo assim está aqui.”
Na verdade, esse romance é um pouco mais complexo do que ele inicialmente dá a entender. O Noah também tem segredos e segredos que podem ou não ter muito a ver com os da Mara. Pessoalmente, eu não achei esse romance impactante não. Não me vi nem um pouco envolvida com eles. A coisa toda é muito morna e sem muita emoção. Infelizmente, eu não achei que convenceu.

Achei a Mara muito juvenil, aliás achei todo esse livro bem juvenil. Digo isso, porque as vezes a gente se depara com alguns young adult's com personagens mais maduros. O que não foi o caso aqui. A Mara tem uma veia meio rebelde e temperamental. Não é infantil, mas é ingênua e inexperiente. Não gostei e nem desgostei dela por enquanto. 

A autora nos apresentou uma história com algumas coisas sem sentido algum. E sim, eu sei que é uma trilogia e que as grandes explicações vem mais adiante.  Mas é que o negócio todo é bizarro demais e nada faz qualquer sentido. Fico pensando, no fim das contas, será que a explicação que a autora vai dar pra tanta bizarrice vai ser suficiente para explicar tais coisas?! Eu sinceramente começa a duvidar.

Eu dei nota 3 para esse livro, porque a questão toda é que embora eu não tenha gostado muito da história e nem do romance, eu não conseguia parar de ler. O livro simplesmente desperta a sua curiosidade e te deixa intrigada. No fim, você vai lendo esperando que as coisas eventualmente façam algum sentido.  Então, foi assim que me senti com esse livro, e exatamente pelo o fato de a autora ter me mantido intrigada com uma escrita bem fluida, que eu ainda dei nota 3. Agora eu me questiono se vale ou não a pena continuar a leitura no segundo volume. 
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