Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green


Título Original: The Fault in Our Stars
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Lançamento: Brasil 2014 
Gênero: Romance, Contemporâneo, Young Adult.
Hazel foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que sua doença é terminal e passa os dias vendo tevê e lendo Uma aflição imperial, livro cujo autor deixou muitas perguntas sem resposta. Essa era sua rotina até ela conhecer Augustus Waters, um jovem de dezessete anos que perdeu uma perna devido a um osteosarcoma, em um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Como Hazel, Gus é inteligente, tem senso de humor e gosta de ironizar os clichês do mundo do câncer — a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Com a ajuda de uma instituição que se dedica a realizar o último desejo de crianças doentes, eles embarcam para Amsterdã para procurar Peter Van Houten, o autor de Uma aflição imperial, em busca das respostas que desejam. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.
A Culpa é das Estrelas é aquele livro que eu tinha na biblioteca virtual praticamente desde que ele lançou nos Estados Unidos. Sempre soube que era bom, principalmente depois que se tornou tão conhecido. Nem é preciso ler muitas resenhas, só pela a sinopse, percebe-se que se trata de uma história densa e triste. Pra ler esse livro, você meio que tem que estar no clima, justamente por se tratar um tema tão triste. No meu caso esse clima até então nunca havia chegado. Sempre fui adiando e adiando... Até que o filme surgiu e com ele o burburinho que já era grande tomou outra proporção. Cheguei inclusive a ler coisas do tipo “melhor romance juvenil da história” e por ai vai... Bom, diante de tudo isso, ai eu soube que com clima ou sem clima eu teria de lê-lo, principalmente porque eu queria muito ver o filme. Mas como eu tenho uma regra auto imposta, eu jamais vejo o filme antes de ler o livro. Porque infelizmente, nunca nenhum filme será tão bom quanto o livro.

Mas enfim, o filme lançou, criei coragem e o terminei um dia desses.

Dito isso, primeiramente gostaria de destacar que realmente se trata de uma história de amor muito bonita, diria até mesmo que bem realista e inspiradora. Realista porque o autor trata a doença e a morte de formas bem objetiva. E inspiradora no sentido de levar um pouco de esperança para aquelas pessoas que se encontram em situações iguais ou similares a aquelas explanadas no livro/filme.

É uma história triste e como já imaginava um tanto densa. Mas ao contrário do que eu previa, ela não é tão dramática. Já li alguns outros livros que aborda temas como esse ou parecidos e pude perceber que A Culpa é das Estrelas não carrega uma carga emocional tão ou mais pesada do que alguns outros. O que achei muito interessante porque o tema por si só já é bastante angustiante. Mas o autor quis mostrar outro lado da moeda. Mostrar que mesmo nas adversidades, que mesmo a beira da morte o amor pode acontecer das formas mais inusitadas e que mesmo em um curto espaço de tempo, ele pode valer muito mais do que um amor que tenha durado por várias décadas. E no caso do casal dessa história, o amor acontece em sua forma mais pura. É realmente bem bonito e inspirador.
"Alguns infinitos são maiores que outros."
Essa foi uma das lições que eu tirei desse livro. Porque ele é realmente do tipo que te faz deitar na cama e refletir e tirar lições sobre tudo o que você leu e vivenciou através dessas pessoas.
Agora, apesar de tudo que disse, existe um pequeno porém  aqui. Sinto que fiquei um pouco decepcionada. Acho que todo o burburinho criado em cima da história me fez imaginar um livro muito além do que eu realmente li. Embora tenha obtido todas essas boas impressões nas quais eu mencionei acima, achei que as pessoas fizeram dessa história muito mais do que o que ela é. Como eu disse, a história é bonita e eu realmente gostei muito do livro e do filme. Mas esperava por algo que me arrancasse o coração do peito e o deixasse sangrando no chão. HAHAHA E bom, isso não aconteceu. Na verdade, acho até que nem chorei lendo o livro e se derrubei uma ou duas lágrimas vendo o filme foi muito. Não sei se estou sendo injusta ou não, mas foi como eu me senti.

Quanto ao filme ele é muito bom e retratou o livro brilhantemente. Não só o roteiro, mas também a escolha dos atores, locações, figurino e principalmente as atuações. Sou fã do trabalho da Shailene Woodley, ela é uma jovem atriz fantástica que soube capturar com precisão a essência da Hazel. O Ansel Elgort também não fica atrás... Desempenhou o seu personagem muito bem. Juntos os dois fizeram total sentido. Inicialmente não tinha muita expectativa quanto à química desses atores, até porque eles são irmãos em outra trilogia literária adaptada para o cinema, mas depois de assistir ao filme, quanto a isso eu não fiquei nem um pouco decepcionada. E não só os dois, mas todos os outros atores também incorporaram os seus personagens da forma que deveria ser. É difícil você ver um filme tão bom quanto o livro, porque infelizmente é impossível condensar tantas páginas em duas horas de filme, mas eu diria que esse filme foi quase tão bom quanto o livro, o que já é uma grande coisa. O único ponto negativo que identifiquei, foi que a história ficou meio apressada do meio pro final.
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