"Quanto mais se lê, mais coisas você saberá. Quanto mais souber, mais lugares você chegará". - Dr. Seuss

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Review: Fuck Love - Tarryn Fisher

Editora: Independente
Páginas: 257
Gênero:  Adulto Romance, Contemporâneo.
Lançamento: Dezembro de 2015.
E-book: Amazon
Helena Conway se apaixonou. 
Inesperadamente. 
Involuntariamente. 
Não intencionalmente. 
Kit Isley é tudo o que ela não é – desestruturada, sem compromisso e nem um pouco cuidadosa. Poderia ter sido muito bonito, se ele não tivesse ficando com sua melhor amiga. Helena deveria desafiar seu coração, fazer a coisa certa e pensar nos outros. Mas ela não o faz.

Confesso que tinha algumas boas expectativas quanto a esse livro. Essa é a mesma autora que escreveu a trilogia 'A Oportunista' que está sendo lançada pela a faro Editorial por aqui. Quando li a sinopse desse livro, pensei que ele fosse seguir uma linha parecida com o livro acima mencionado. E de certa forma, ele até que segue, pois também é focado em um romance contemporâneo conflituoso. Mas achei que faltou emoção nesse livro. Infelizmente, não consegui me conectar de forma alguma com a protagonista. Ao invés de me sentir ela, eu me senti como uma mera observadora. Dessa forma, o livro ficou distante para mim, não consegui me envolver a fundo na história.

Bem, esse livro começa com a Helena sonhando com uma vida completamente diferente da sua atual. Primeiramente, ela já está bem mais velha, tem dois filhos, mora em outra cidade, uma profissão completamente diferente da qual ela vinha se preparando e o pior de tudo namorando ou casada com o namorado da sua melhor amiga. Sim, essa última parte é mesmo confusa. Acontece que no 'mundo real' a Helena tem um namorado Neil e a sua melhor amiga Della, namora o Kit, mas no sonho ela já não estava mais com o Neil e sim com o Kit vivendo uma perfeita vida em família.

Quando ela acorda, ela fica confusa porque nada do que sonhou eram coisas que ela algum dia desejou, principalmente o novo namorado da sua amiga e do qual ela pouco conhece. E por mais estranho que tudo tenha parecido, ela gostou do que viveu e agora "acordada" ela tenta entender o porque do sonho e se ele poderia ter algum fundo de verdade. Intrigada e curiosa, ela começa a experimentar as coisas que ela gostava no sonho e até a olhar para o namorado da amiga com outros olhos. 
"Você não deveria precisar de convencer alguém a te amar. Não há realmente uma escolha quando se trata de amor."
A Helena assim como todos os personagens femininos da Tarryn, é controversa. É possível se identificar em alto nível, mas ao mesmo tempo, é uma personagem impulsiva e que mete os pés pela as mãos. Na verdade, achei ela caricata demais, no sentido da autora querer fazê-la ser muito descolada, mas sem convencer muito. E um pouco inconstante. Ao mesmo tempo que ela é confiante, ela se acha desinteressante. Percebi que ela é uma personagem sem definições e quando se trata de um livro, não sei se isso é ou não uma boa coisa.  Mas no fim, ela é muito melhor - em matéria de caráter - do que eu previamente achei que ela fosse.

Quanto ao Kit, para um personagem central, achei ele desinteressante. Mas de certa forma, já esperava por isso. Os personagens masculinos não são muito o forte da Tarryn. As vezes, eles sabem ser bem irritantes. Mas tá tudo bem, porque também não gosto de personagens perfeitinhos e padronizados não. O Kit é um cara que parece não saber o que quer da vida. Ele quer uma coisa, mas não vai atrás, não luta por ela. É extremamente passivo e também muito inconstante.
"- Estou tentando me encontrar.- Isso, minha querida é a coisa mais assustadora que irá fazer.- Porque?- Porque você pode não gostar do que vai encontrar."
Achei a primeira metade do livro melhor do que a segunda. Na realidade, isso foi algo que achei bem estranho, porque de repente do nada a história muda completamente. Algumas coisas ficaram muito jogadas e sem ter um desenvolvimento adequado. Por vezes, eu me perguntava de onde que determinada coisa havia surgido. Isso me deixou meio perdida e ainda mais "desconectada". 

Apesar disso tudo, a gente consegue claramente ver as diversas marcas da autora pelo o livro. Principalmente aquelas auto reflexões e o desenvolvimento do personagem principal. A sensação de não conseguir relaxar porque sabe que a qualquer hora vai acontecer algum problema e por ai vai...

Mas enfim, no todo o livro é bonzinho. Agora, se você já for fã da Tarryn Fisher, talvez você fique um pouco decepcionado, porque a mulher já estabeleceu um padrão muito alto para os livros dela, então quando a gente encontra um "mais ou menos", dá uma sensação de que faltaram algumas coisas. O que claramente foi o meu caso com esse livro.

Algumas outras quotes do livro que gostei:
"Arte é uma guerra contra o que escolhemos não sentir. É a guerra das cores, palavras, sons e formas. Ela se enfurece a favor ou contra o amor."
"A gente costuma achar que controlamos as nossa vidas, mas é a nossa vida que nos controla. E tudo o que toca a nossa vida nos controla. As pessoas tem menos poder do que elas acham que tem. São apenas as reações que controlamos."  
"Existe apenas a guerra no amor. Se alguém te falar o contrário, estarão mentindo.  A luta contínua para manter o amor relevante enquanto se cresce e muda como ser humano, é uma batalha. Você luta por eles, luta para mantê-los, luta para ama-los. Você luta por você ou luta pelo o seu relacionamento?" 

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