"Quanto mais se lê, mais coisas você saberá. Quanto mais souber, mais lugares você chegará". - Dr. Seuss

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Review: Blood Kiss | Beijo de Sangue (Black Dagger Legacy #1) - J.R. Ward

Série: Black Dagger Legacy (Spin-off de Irmandade da Adaga Negra)
Volume: 1
Editora: Penguin Publishing Group
Páginas: 411
Gênero:  Adulto Romance, Supernatural.
Lançamento: Dezembro de 2015.
O legado da Irmandade da Adaga Negra continua em uma série spin-off da autora best-seller em 1º do New York Times. 
Paradise, filha de sangue da Primeira Conselheira do rei, está pronta para se libertar da restritiva vida de uma mulher da aristocracia. Sua estratégia? Juntar-se ao programa de treinamento no centro da Irmandade da Adaga Negra e aprender a lutar por si mesma, pensar por si mesma ... e ser ela mesma. É um bom plano, até que tudo dá errado. As aulas são incrivelmente difíceis, os outros recrutas parecem mais inimigos do que aliados, e é muito claro que o irmão no comando, Butch O'Neal, aka Dhestroyer, está tendo sérios problemas com a sua vida pessoal. E isso tudo aconteceu antes de ela se apaixonar por um colega de classe. Craeg, um civil comum e nada do que o seu pai iria querer para ela, mas tudo o que ela poderia desejar em um macho. Com um ato de violência que ameaça destruir todo o programa, e a atração erótica entre eles crescendo irresistivelmente, Paradise é testada de maneiras que ela jamais antecipou - e que a faz se questionar se ela é forte o suficiente para reivindicar o seu próprio poder ... no campo e fora dele.
Quando eu escutei pela a primeira vez sobre esse spin off da série Irmandade da Adaga Negra (IAN), eu fiquei louca de felicidade. IAN é ainda uma daquelas poucas séries que mesmo sendo enorme e sem fim a vista, eu não consigo desapegar. Confesso que parei de ler no 10º livro, que foi o do Thor, encerrando ali a trajetória de cada irmão original. A minha meta sempre foi terminar de ler sobre todos eles. Afinal de contas, a gente acabou se apegando a eles desde o primeiro livro e esperando a vez de cada um chegar. A partir dali, a série foi seguindo outros caminhos e o meu interesse não permaneceu mais o mesmo. No entanto, eventualmente vou acabar tendo de ler porque a J.R. Ward vai continuar trazendo o foco pra eles entre um livro e outro, como no caso do 'O Rei' que traz de volta o Wraith e o 'The Beast' que trará de volta o Rhage. 

Mas a proposta da autora para Black Dagger Legacy é trazer o foco para os irmãos originais - Wraith, Rhage, Butch, Zsadist, Vishous, Phury e Thor - novamente de uma forma mais intensa e sem desviar o foco do que anda acontecendo atualmente na IAN. O que é ótimo, porque dessa vez, ela realmente mantém o foco neles, pois em cada livro, a autora contará como anda a vida de um determinado irmão com a sua shellan juntamente com um casal novo. Isso, porque, os irmãos resolveram reabrir o centro de treinamento com novos recrutas, e é daí que surge o novo casal. No caso, dessa vez, o irmão escolhido foi o Butch com a Marissa e os recrutas foram o Craeg e a Paradise. E sim, o livro fica basicamente no ponto de vista desses quatro, acreditem se quiser. Rss Gostei bastante dessa dinâmica porque ela ficou bem equilibrada. Temos a expectativa de conhecer um novo casal e o seu desenvolvimento, bem como a ansiedade de reaver antigos personagens queridos.

Em Blood Kiss, o Butch e a Marissa apesar de estarem casados e felizes, enfrentam alguns problemas como em qualquer outro casamento. Honestamente, não achei que as questões que ambos tiveram tenham sido coisas realmente relevantes ou que tenha afetado o relacionamento deles em grande escala. Pelo menos, não tão complicado como vimos anteriormente com o Wraith e a Beth em O Rei ou até mesmo entre o V e a Jane em Amante Revelado. Mas foi sólido o suficiente para sustentar uma história para ambos. Particularmente, o Butch não é um dos meus irmãos favoritos, acho ele meio sem gracinha perto de alguns outros que eu adoro, mas ainda assim foi bem legal rever ele e a Marissa.

Sem falar que a gente também tem a oportunidade de rever vários irmãos a medida que o Butch vai interagindo com eles. Felizmente, de todos os sete o que mais apareceu foi o Vishous devido a proximidade dele com o Butch e também porque ele está acompanhando bem de perto o treinamento dos recrutas.. Aliás, nesse quesito o que eu achei estranho é que no treinamento basicamente só apareceu o Butch, Vishous, Thor e bem eventualmente o Rhage. O resto não apareceu. Na verdade, tem uma cena do cinema das meninas que nela aparecem todos eles (tantos os irmãos quanto as mulheres) e ela foi extremamente engraçada. Inclusive, acho que foi a melhor cena do livro todo. Imaginem aquele bando de macho alfa se matando de ciumes enquanto as suas mulheres assistiam a Magic Mike sozinhas!? Hilário! Aliás, tem vários outros momentos engraçados e o Lassiter garante vários deles.

Quanto a Paradise, eu não cheguei a conhecê-la anteriormente, mas ela já foi apresentada nos últimos livros de IAN, e como filha de um aristocrata e uma vida já delineada a sua frente, ela quer tentar se livrar das expectativas que uma mulher na sua posição é obrigada a ter, assim ela convence o seu pai a deixa-la participar do treinamento de recrutas e lá ela conhece o Craeg, um cara bem determinado a atingir os seus objetivos e sem espaço para distrações em seu caminho, incluindo qualquer mulher. Existe uma forte atração entre eles. Mas a medida que o Craeg tenta rejeita-la, a Paradise está disposta a conquistá-lo.

Eu gostei do romance deles, mas em comparação a alguns outros que já vimos em IAN, ele deixou bem a desejar. Senti que a ligação deles era mais física do que emocional. Nesse sentido, a história ficou pouco desenvolvida. Eles tinham potencial para chegar mais alto. Mas quem sabe a história deles não continua no segundo livro?! Falando nisso, se tiver que apostar, acho que o próximo livro da BDL será do Vishous. Pelo menos torço muito, já que ele e a Jane são os meus favoritos da série toda. Se não for eles, acredito que será o Thor, porque o Rhage e a Mary vão tomar o palco em The Beast, o próximo livro de IAN. Wraith e a Beth já apareceram recentemente em O Rei, então só resta o Phurry e o Z. Como ninguém está muito interessado no Phury e o Z apareceu em Lover Mine.... Mas se for o Z também ficarei muito feliz. Ele é o meu terceiro irmão favorito. Enfim, vamos esperar pra ver.

Bom livro, revi vários personagens queridos e só de não ter tido pov de outros personagens que honestamente não me interessam em nada, já valeu a pena. Outra diferença dos livros da IAN é o tamanho. Ele é bem menor, só um pouco mais da metade dos outros. 
Ah já quero o próximo!

9 comentários :

  1. o z aparece em lover mine? sinceramente quero alguma retratação pelo livro meia boca do Phury...

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    1. Em Lover Mine? Hummm sinceramente, eu não me lembro. Mas acho que não. O Z aparece um pouco em O Rei.
      Ah do Phury e vários outros. Achei O Rei bem ruinzinho tb viu...

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    2. Ain, eu curti o rei, não quanto os primeiros, mas curti

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  2. Não consegui entrar de coração na história do Vishous nem do Phury, achei muito mimimi. Vishous até vai, afinal, com uma mãe daquelas, benza Deus, mas Phury me pareceu bem forçada as emoções ali colocadas. O que sinto muita falta é o desenvolvimento da guerra entre IAN e Ômega. As pinceladas sugeridas em cada edição são extremamente fracas, ficando a história mais voltada para os casais do que para o contexto real da Irmandade. Certo que o Ômega não seja um inimigo para ser vencido, afinal, a Irmandade perderia sua razão de existir, mas acredito que mais combates com vitórias reais bem poderiam ocorrer. No livro Os Sombras há uma mostra disto que não foi explorada. E ficaria muito, muito chateada se os livros não tiverem um final, se forem daqueles que se seguem infinitamente, casal após casal, faltando apenas um par de lésbicas já que já temos um par de gays. E sempre que sentirmos saudade, simples, vai até a estante e relê o livro quantas vezes quiserem. Queria um pouco mais de ação equivalente a tanta emoção.

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    1. Concordo com você. Também queria mais ação, mais dos irmãos lutando juntos. Não sinto falta dos pov's dos ômegas, mas acho que eles poderiam ainda ter um papel mais ativo na série, pq no fim o trabalho deles é mata-los, mas vemos pouco disso acontecendo.
      Tb queria um final, pelo menos pra IAN, pq ela vai aumentando a série, colocando novos personagens e nem sempre personagens que interessam e parece que o negócio perde a essência. Parece que é só pra vender livro. Eu já nem sinto mais que essa série seja aquela mesma do começo. Ampliou demais, o que é natural, mas eu queria mais dos irmãos. Ainda bem que ela inventou esse spin-off.
      Dos irmãos, o do V foi o meu preferido e o Phury foi o que menos gostei hahahaha
      Bjos!!!

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  3. mas eles são vampiros?

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    1. São sim, é realmente um spin-off da Irmandade da Adaga Negra.

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  4. Antes de tudo, quero dizer que estou acompanhando seu blog e apreciando cada review seu, mas me tire uma dúvida. Como ficou a cronologia então? Se fosse para encaixar este primeiro livro do spin off seria depois de The King? Você tem alguma ideia?
    Desde já agradeço ;)

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    1. Obigada! Fico feliz que goste.

      Olha, BDL se passa na atualidade. Eu acho que essa série começaria depois de 'Os Sombras' que foi o livro lançado no mesmo ano de Blood Kiss em 2015. A cronologia é simultânea. E não diria que uma série seja independente da outra. Se você estiver atrasado em BDB por exemplo e quiser partir pra BDL, você encontrará spoilers dos livros de BDB.

      É como se fosse uma série fosse paralela a outro. Por exemplo, eu parei BDB em O Rei (12º) e outro dia fui começar a ler o segundo volume de BDL e tive que parar porque estava CHEIO de spoilers do 13º e 14º de BDB. Principalmente do 14º porque A Besta aborda o Rhage e Blood Vow (2º vol do BDL) também aborda o Rhage e ele acontece depois de A Besta.
      Ou seja, você meio que tem que acompanhar as duas simultaneamente.

      Vou tentar preparar um post especial pra esclarecer isso. ;)
      Obrigada pela a visita e por acompanhar o blog, volte sempre!

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