Resenha: A Vingança de Mara Dyer (Série Mara Dyer #3) - Michelle Hodkin

Série: Mara Dyer 
Volume: 3
Editora: Galera Record
Páginas: 417
Gênero:  Young Adult Romance e Mistério.
Lançamento: 2015
Língua: Português
A série mescla paranormalidade, conspiração e romance para contar a história de uma adolescente com poderes especiais. Elogiada pelas autoras das séries Divergente e Instrumentos Mortais, Michelle Hodkin cria aqui uma trama surpreendente, onde nada é o que parece. Depois de descobrir que consegue matar apenas com o pensamento, assim como seu namorado é capaz de curar com a mesma facilidade, Mara Dyer é capturada por uma inescrupulosa médica, que a faz passar por uma série de testes e experimentos. Mas Mara não está sozinha. Outros jovens com poderes igualmente extraordinários são usados como cobaia. Com a ajuda deles, e de um velho inimigo, ela consegue fugir e parte em busca de vingança.
Pontas amarradas e mistérios finalmente respondidos, nessa dramática conclusão da trilogia Mara Dyer da Michelle Hodkin. Farei uma resenha bem breve sobre esse livro, até para não me complicar com spoilers e não acabar com a graça de quem ainda não o leu.
"Eu tenho a sua atenção?' a voz perguntou. Eu conhecia aquela voz. Mais não podia acreditar que a estava ouvindo.
Bom, eu pessoalmente achei o livro morno. Com certeza, ele continua sendo eletrizante e misterioso como todos os outros. Nesse aqui, fecharam-se todos os mistérios e o que eu posso dizer quanto a eles, é que as pontas realmente foram amarradas, mas ao meu ver de uma forma um pouco confusa. Pode ser, que tenha sido minha culpa e eu tenha dado uma bobeada durante algumas partes das explicações, mas achei a parte científica um pouco complexa. Claro, o aspecto geral é compreensível, mas alguns detalhes me deixaram um pouco perdida e achei extremamente chato. Agora, quanto a parte mitológica, essa foi fácil. No entanto, eu só queria ter entendido como surgiu e o porque daquilo tudo. 
"São as nossas escolhas que nos definem, não as nossas habilidades".
No fim das contas, ela deu lá uma explicação que foi boa o suficiente pra justificar o cenário armado mas não exatamente o que eu esperava. No fim, para mim não só esse livro, como a série em geral foi meio termo. Gostei e não gostei.
"Não procure a felicidade, procure uma paixão..."
Na verdade, nesse volume tiveram mais coisas que eu desgostei do que gostei. Como por exemplo, a Mara. Normalmente, em uma série os personagens começam de um jeito e no decorrer da mesma eles vão mudando, seja para melhor ou para pior. No caso da Mara, eu achei que foi pra pior. Mesmo com todos os perrengues pelo os quais ela passou, a personagem ainda continua extremamente imatura em relação a quase tudo. A garota durante o livro inteiro estava mais preocupada em desvendar o "fator" Noah do que em saber quem estava querendo estragar com vida dela. Não sei aonde a Mara teria parado se não fosse pelo o bom senso do Jamie e da Stella. Isso, sem falar, na síndrome de Deus que ela desenvolveu em um determinado ponto, achando que tinha algum direito de decidir quem devia ou não morrer. Claro, quanto a essa última questão, a gente posteriormente passa a entender melhor, mas ainda assim, isso não quer dizer que eu tenha gostado de quem ela tenha se tornando.
"Desculpas não significam nada quando você não pode prometer que não fará novamente". 
Outra coisa que não gostei, é que a gente não chega realmente a ver a Mara se reencontrando com a família e eles enfim entendendo tudo o que aconteceu com ela. Essa parte ficou nebulosa. E o que eu entendi é que ela não iria jamais revelar a verdade. Queria que eventualmente ela tivesse conseguido provar para os pais que ela nunca foi louca. Isso foi um pedaço tão grande da história e principalmente uma das partes mais emotivas. Achei que a Michelle ficou devendo esse desfecho. Afinal, no fim do livro, a Mara já tinha elementos suficientes para comprovar tudo. Uma pena...
"Você é o que a felicidade significa para mim."
Enfim, sobre o romance, vou ter que pular essa parte porque eu não teria como falar sobre isso sem spoilers. Não dá nem pra eu dizer se gostei ou não... rss

Só para citar, alguma das coisas que eu gostei: 
O tom de humor em determinadas horas;
A parceria da Mara com o Jamie, a Stella e eventualmente o Daniel; 
A pessoa por trás do babado todo; 
Uma determinada carta no fim do livro para um determinado personagem;
E como a Mara resolveu "repassar" a história para as outras pessoas.
"Nomes?" a recepcionista nos perguntou. "Jesus," Jamie respondeu. "Maria," disse Stella". "Satã," disse eu ao passar por ela e empurrar a porta para o escritório de Ira Gisberg's.
Quanto ao ritmo, no começo o livro estava bem intrigante e tenso, mas depois dos primeiros 20%, o ritmo deu uma diminuída para nos últimos 30% acelerar novamente Diferente dos outros livros que tinha coisa acontecendo o tempo inteiro. No entanto, quando digo diminuída, também não é nada que tenha deixado o livro monótono ou coisa do tipo, apenas menos empolgante.
"Se lutar contra si mesma, irá perder e batalhas deixam cicatrizes."
E em relação a escrita, eu diria que dessa vez foi razoável. Tiveram algumas partes que eu fiquei sem entender sobre quem era e o que era. Algumas partes pareciam uma carta, outras uma lembrança... Ficou um negócio esquisito, o bom é que isso só foi acontecer mais para o finalzinho do livro. 

Enfim, gente, acho que é isso. Como eu disse anteriormente, a trilogia como um todo foi meio termo, por isso, dou nota 3. Se me perguntarem se eu recomendo, eu diria que sim. Dentro de um quadro geral, ainda considero que ela tenha tido mais pontos positivos do que negativos. Só diria o seguinte, cuidado com as expectativas.

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