Resenha: Convergente (Divergente #3) - Veronica Roth

Nome Original: Allegiant
Série: Divergente #3
Editora: Rocco
Páginas: 528
Gênero: Young Adult, Romance, Distópico.
Lançamento: 2013.
A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída – dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas. Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama. Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.
PS: Essa resenha não é atual, eu a escrevi em dezembro de 2013 quando o livro estreou nos Estados Unidos. Mas estava dando uma olhada nas resenhas que escrevi para o goodreads e resolvi trazer essa para cá, porque é uma série que eu tenho um grande carinho, apesar de ter me decepcionado um pouco.

Resenha: Eu terminei esse livro ontem, e eu tive que tomar um tempinho pra colocar os meus pensamentos em ordem, afim de escrever essa resenha. Então vamos lá, a verdade é que eu amei Divergente demais! Cada pedacinho daquele livro é querido por mim, mas infelizmente não posso realmente dizer que tenha gostado muito de Convergente (Allegiant). O que me fez continuar a ler principalmente depois do desastre que foi Insurgente, foi o desejo de conhecer o final de uma série tão querida por mim.

A Veronica levou tanto tempo pra escrever esse livro que eu realmente achei que ela iria superar as nossas expectativas e nos deixar atônitos com essa conclusão, mas esse não foi o caso. Bem, exceto por uma única coisa, mas que já era bem no final.



As explicações e razões por trás de toda a história desde o começo foram um pouco bobas. Esperava por algo mais consistente. E sem falar que haviam tantos buracos nas explicações que eu realmente fiquei bem desapontada.



O livro tem um ritmo mais devagar e não havia muita ação acontecendo, pelo menos não se o compararmos aos outros dois. Diria até que foi mais investigativo. A questão é que os personagens estavam tentando desvendar esse novo mundo que haviam acabado de descobrir e ao mesmo tempo tentando fazer justiça com as próprias mãos.

E sobre o Four, bem esse livro também foi contado pela a perspectiva dele, o que nos deu a oportunidade de estar dentro da sua cabeça, e vou te contar... aquele garoto partiu meu coração. O Four é meio que devastado internamente, mais do que eu imaginava. Ele descobriu algumas coisas e por causa delas ele também cometeu alguns erros que infelizmente tiveram grandes consequencias. Mas embora ele tenha mudado um pouco - porque seria impossível de não acontecer depois de tudo o que aconteceu desde o inicio - eu ainda assim conseguia reconhecê-lo como aquele mesmo cara que eu costumava gostar desde Divergente, o que eu já não posso dizer da Tris. Aliás, sobre isso, nesse livro nós conseguimos ver pelo o seu ponto de vista dele o quanto o Four a ama e o quanto ela significa para ele. Pelo o que eu li, ouso dizer que a Tris é como a sua "linha da vida" ou quase uma razão de viver. Tendo em vista que o relacionamento deles é quase tudo o que ele tem. E ver tudo isso foi especial e bem bonito, até porque eles não saiam por ai fazendo grandes declarações de amor. No entanto, o relacionamento nesse 3º livro nem sempre foi flores, inclusive eles tiveram alguns grandes problemas mas... ainda assim foi legal essa parte do romance. Senti falta do lado bad ass dele, mas como eu disse, há pouca ação nesse livro então... 


A Tris... bem, a verdade é que desde Insurgente que ela tem sido uma das minhas grandes decepções. Não só deste livro, mas de forma geral mesmo... Aquela garota do primeiro livro simplesmente desapareceu, ela não estava lá, pelo menos não até quase o fim do livro. Em Divergente eu vi uma garota que estava tentando se descobrir. Ela era inteligente, boa, timida, insegura e tão corajosa. Ela era tão corajosa mesmo com tudo trabalhando contra ela que isso me fazia ter orgulho quando ela tentava superar os seus medos e limitações. Mas enfim, ai veio Insurgente e me deparei com uma pessoa que eu simplesmente não conseguia reconhecer de forma alguma. Ela era tão egocêntrica e egoísta. Até mesmo quando ela foi para a sede dos Eruditas para se sacrificar, foi pela as razões erradas. Tudo era voltado para a sua própria culpa. 


Convergente trouxe de volta alguns pedaços daquela velha Tris. E embora tenha visto uma pessoa um pouco mais madura, responsável e preocupada com o resto do mundo, ainda assim eu via nela aquela pessoa egocêntrica do livro anterior. Sempre achando que estava certa sobre tudo... Parecia que ela era perfeita e que nunca havia cometido erros em toda a sua vida ou até mesmo no relacionamento dela com o Four. Isso tudo era tão frustrante pra mim. Hoje infelizmente, eu percebo que gosto da Tris nos filmes - acho que os roteiristas consertaram algumas falhas da Veronica -, mas a Tris do livro eu parei de gostar em Divergente mesmo.

E bem, sobre o final, inclusive já antecipo para o leitor que ainda não leu o livro, para por aqui, porque realmente eu não tenho como escrever essa resenha sem comenta-lo, então me desculpe, tento não fazer isso, mas nesse caso, não tem como... Porém, finalizando aqui para quem não for ler logo a baixo, afirmo que para mim foi um bom fim, ouso dizer que de certa forma, ele redimiu a série para mim. Sei que foi um fim muito criticado, mas para mim fez total sentido e vai ficar lindo no filme. Mal posso esperar...

*pula*

Bem como ia dizendo, eu confesso que passei a série inteira sabendo que no final o Four morreria. Eu descobri que algumas coisas bem ruins havia acontecido assim que o livro lançou e eu pude ler algumas resenhas, então eu meio que cheguei a essa conclusão e ia me despedindo do Four no decorrer da leitura enquanto "eu ainda o tinha". E eu tinha tanta certeza desse cenário que demorei séculos pra começar o livro até porque vamos combinar que essa história nunca esteve fadada a um final feliz, dessa forma já esperava por algo bem triste. E ai, bom, imaginem a minha cara de surpresa com aquele desenrolar... 

A questão é que embora eu entenda a tristeza, raiva e decepção da galera até porque eu mesma senti isso enquanto ia lendo, eu honestamente acho que não poderia ter havido um final mais apropriado para essa história do que aquele. Não teria tido um grande impacto se a Tris não tivesse morrido, e era isso que a Veronica queria. A Tris morreu como uma grande heroína, ela morreu fazendo algo que aquela velha Tris teria feito e só por isso eu já estava satisfeita - foi como se ela no fim tivesse reaparecido. Ela salvou o irmão por amor. No fim, o amor dela por ele foi maior do que qualquer ressentimento que ela um dia já teve. Para uma personagem tão egoísta proteger e se sacrificar pelo o irmão depois de tudo o que ele fez, foi uma demonstração de evolução tamanha. Como eu poderia culpa-la por isso se eu mesma faria o mesmo!?

E sim, o Caleb a traiu e fez a pior coisa que poderia existir, mas ele se arrependeu e passou o livro inteiro tentando consertar os erros e até mesmo se sacrificando. Então, foi com certeza um final bem bonito e que pra mim fez total sentido.  Meu coração se partiu com o sofrimento do Four, mas confesso que eu preferi assim. Porque no fim, a morte dela fez sentido com a linha de desenvolvimento da Veronica para o personagem da Tris. O fim do Four foi triste, não teria como ser o contrário, mas pelo menos ele "ganhou" a mãe de volta. E vamos combinar que isso nunca foi uma história de amor, foi uma história que teve um romance, mas a Veronica nunca escondeu as suas intensões, tanto que eu sempre pressenti que ela mataria um deles, eu só achava que seria ele.

Foi um fim triste, mas não me importo quando ele tem um propósito. Eu não ligo pra finais felizes, o que eu faço questão é de ter um final digno. E esse para mim foi um exemplo disso. Inclusive, eu ouso dizer que esse fim se não tiver sido a única coisa boa do livro, pelo menos foi a melhor parte dele e provavelmente a única coisa boa da série desde o fim de Divergente. Dou 4 estrelas porque a série terminou como deveria.

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